terça-feira, 14 de julho de 2009

Tudo que sei é que nada sei!

Ele era médico cardiologista de renome. Estava em meio a um festivo grupo, daqueles que se reúnem em qualquer lugar e sem motivo. No grupo, comerciantes ricos, um
industrial de pequeno porte (a indústria), um funcionário público, um político contumaz e um
bancário. O assunto era “hipertensão arterial e seus riscos”. Não deu outra: todos entendiam do assunto mais que o renomado jurado de Hipócrates. O pobre médico, entre pasmo e irritado com tantas asneiras que eram ditas com ares doutos pelos seus companheiros de charla, mal obteve espaço para dizer um “a”. E quando encontrou a brecha e falou algo da ciência que lhe era afeita, foi logo “desmentido” (sic) pelo fátuo comerciante que lhe disse: “- Já vi que disso você não entende nada” e logo mais adiante o industrial emendou: “- Li numa revista, na sala de espera do meu dentista, que não é nada disso...”. Não preciso dizer que a conversa terminou com todos discutindo um assunto do qual só um entendia e que foi literalmente proibido de falar. É sempre assim. Tenho participado de rodinhas, as mais incríveis, em que os assuntos são dogmaticamente colocados com a firmeza, segurança e tom diretamente proporcionais à ignorância dos participantes. Outro dia tive que ouvir calado um advogado discorrer sobre “antropologia dos primitivos” (sic) e dizer tantas bobagens quanto sua frenética boca era capaz de produzir. E o mais interessante é que essas pessoas ainda concluem as suas doutrinações com a frase: “Sei tudo isso porque leio muito. Leio quatro livros por semana...” O que tem de gente que lê quatro livros por semana em nossa terra, não é brincadeira! E é por tudo isso que as conversas e as reuniões sociais são tão chatas. Todo mundo fala, dogmática e emocionalmente, das coisas de que não entende e que, de fato, não tem nenhuma obrigação de entender. Quem entende do assunto desiste de falar, concorda “democraticamente” (sic) com a trupe ignara e o assunto acaba, murcha, e todos saem mais burros do que quando chegaram. E como seria bom, se pudéssemos ouvir o comerciante falar do seu comércio, o advogado de suas causas, o médico de sua ciência, o artista de sua arte, perguntando, discutindo, crescendo, aprendendo, fazendo ilações e buscando analogias. A maior virtude do homem é saber dizer “eu não sei” e “eu não entendi”, perguntar e querer saber. Inteligente é quem pergunta o que não sabe e não quem fala sem saber.
Pense nisso!

Fonte: Luiz Almeida Marins Filho, Ph.D.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A ARTE DA GUERRA - CAPÍTULO 8

CONTINGÊNCIAS

Em operações militares, o general recebe as suas ordens do soberano, então ele reúne os seus soldados para formar as unidades.
Conduzindo as suas tropas, ele não deverá acampar ou estacionar em terreno difícil; ele deverá aliar-se com os príncipes dos locais onde a estrada é estrategicamente importante; não deverá demorar-se em terreno aberto; deverá estar preparado com astúcia e com estratagemas quando penetrar em terreno sujeito a emboscadas; deverá lutar com muita agressividade em um terreno do qual não há nenhum modo para avançar ou para entrar em retirada.
Há algumas estradas que não devem ser percorridas; e inimigos que não devem ser atacados. Há algumas cidades que não devem ser capturadas, alguns territórios que não devem ser contestados, e algumas ordens do soberano que não precisam ser obedecidas. Em operações militares, esta é uma regra útil : "Nunca confie na probabilidade do inimigo não estar vindo, mas dependa de sua própria prontidão para o reconhecer.

Não espere que o inimigo não ataque, mas dependa de estar em uma posição que não possa ser atacada."

sábado, 30 de maio de 2009

ESFORÇO DE FORMA CORRETA


O esforço e a dedicação são qualidades sempre lembradas quando o assunto é chegar ao sucesso. “Esforce-se e você vai chegar lá” é uma frase que ouvimos com freqüência. O que dizer então daqueles que se esforçam até demais, mas sentem que não estão chegando a lugar algum? Será que essa história de esforço não passa de conversa fiada? De algo que às vezes funciona, às vezes não, dependendo da “sorte” de cada um? Se temos essa impressão é porque a frase está incompleta. O que se deveria dizer é: “Esforce-se corretamente e você chegará lá”. O esforço incorreto – ou seja, inconsciente e mal direcionado – não passa de um tremendo desperdício de energia. É o que nos faz ficar numa situação semelhante à de Alice no País das Maravilhas, naquela passagem na qual, depois de muito correr, ela percebe que se encontra exatamente no mesmo lugar.
Talvez possamos entender melhor o que é o esforço correto se observarmos o princípio budista que tem o mesmo nome. O esforço é correto quando é dirigido da forma certa, para os objetivos certos. E como se chega a isso? Um bom caminho consiste em observar os demais princípios. Se pensar bem, você verá que todos estão interligados e que nenhum pode funcionar adequadamente sem o outro. Esse conjunto de oito princípios é chamado pelos budistas de Senda Óctupla. Mas não é preciso vê-lo dentro de um contexto religioso. Seja qual for sua religião, ou mesmo que você não tenha nenhuma, um pouco de bom senso em nosso dia-a-dia nunca é demais. Além do esforço correto, os outros princípios são:
Palavra correta – ser responsável pelo que você diz, evitar palavras que instigam reações negativas.
Ação correta – ser ético e agir de acordo com o que você pensa. Meio de vida correto – ganhar seu sustento de forma honesta, sem explorar seus semelhantes.
Atenção correta – saber discernir o que é realmente importante. Concentração correta – manter o foco e não se dispersar.
Pensamento correto – usar sua mente a favor, e não contra você. Compreensão correta – desenvolver uma visão ampla e sem preconceitos de si mesmo, dos outros e do mundo.


Fonte: Ricardo Bellino

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O PODER DE UM SORISSO

Todo mundo que se preparar para um reunião de negócios, para uma entrevista de emprego, para uma conversa com o chefe ou para a captação de novos clientes ou investidores, deverá fazer uma lista de tudo o que pretende mostrar, mas será que lembrará de incluir um sorriso no check-list?
Pode parecer lugar-comum insistir na importância do sorriso, mas o fato é que até mesmo um detalhe aparentemente tão insignificante quanto esse pode ter um peso enorme, a ponto de atrair o interesse da ciência. Paul Ekman, professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, é um dos principais especialistas no estudo das expressões faciais. Segundo Ekman, o sorriso é um sinal que buscamos instintivamente quando vemos um rosto. “Podemos avistar um sorriso a trinta metros de distância. Ele sinaliza a possibilidade de termos uma recepção positiva, e é difícil não sorrir de volta”, diz o professor. Portanto, lembre-se: não há nada como um sorriso caloroso e amigável para quebrar o gelo e capturar instantaneamente a atenção dos demais.


Fonte: Ricardo Bellino

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A MOTIVAÇÃO DE FORMA CORRETA


Muito se fala a respeito da importância da motivação e dos métodos para motivar equipes, colaboradores e funcionários. Mas o que nem sempre se fala é o tipo de motivação que desejamos criar. Como tudo – ou quase tudo na vida – a motivação também pode ser positiva ou negativa. Ela é positiva quando nasce de nosso genuíno interesse em melhorar, crescer, prosperar e superar desafios. É negativa quando sua origem é o medo – de perder o emprego, por exemplo -, ou quando é estimulada apenas por recompensas como bônus ou prêmios. Pessoas de pouca visão podem pensar: “Mas o que importa de onde vem a motivação? Basta que o funcionário esteja motivado para fazer o seu trabalho”.

A grande diferença é que a motivação positiva é a única que gera o comprometimento total, enquanto que a negativa gera, quando muito, um comprometimento parcial e passageiro. É fácil entender por que. Se sua única motivação for o medo de perder o emprego, você fará apenas o mínimo necessário para manter sua posição. Se a motivação vier somente dos bônus e prêmios, a coisa toda pode virar um jogo no qual o único compromisso é marcar pontos. A cooperação, a participação e a iniciativa ficam restritas ao que pode render prêmios, e todo o resto é posto em segundo plano.

Não há nada de errado em oferecer recompensas adicionais aos funcionários. O erro é pensar que só isso é suficiente. Para criar motivação positiva, a recompensa deve fazer parte de um cenário muito mais amplo, que inclui, acima de tudo, criar um bom ambiente de trabalho. O bom ambiente de trabalho é aquele no qual os funcionários se sentem ouvidos e respeitados, no qual a comunicação é eficiente e as metas e objetivos são compartilhados por todos. É um terreno fértil para que habilidades, talentos e competências germinem e frutifiquem. Num ambiente assim, você não sente que está apenas se esforçando para fazer o que é preciso. Você sente que está crescendo como profissional e como ser humano. Existe motivação mais poderosa do que essa?

sábado, 18 de abril de 2009

IMPROVISAR OU NÃO IMPROVISAR, EIS A QUESTÃO


A capacidade de improvisar é fundamental para o sucesso. Como bem sabemos, nem sempre as coisas acontecem de acordo com os planos.
Ser capaz de pensar rapidamente numa solução original e viável pode representar a diferença entre o êxito e o fracasso. No entanto, existe uma enorme diferença entre saber improvisar quando necessário e fazer tudo na base do improviso.
O improviso deve ser a exceção, e não a regra. Adotar o improviso como norma indica falta de organização, de planejamento e de disciplina. É jogar com a sorte em vez de traçar um caminho seguro. Planejar e improvisar quando necessário sugere flexibilidade e criatividade. Viver de improviso é um perigoso sinal de irresponsabilidade.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Vale a pena ser insubstituível?


Um erro muito comum é achar que só você pode dar conta de tudo, que ninguém mais é capaz de fazer o seu trabalho. Muitas vezes as pessoas fazem isso na ilusão de que estão criando uma espécie de reserva particular de mercado. E pensam: “Se eu me tornar insubstituível, então nunca serei demitido”. Mas na prática não é bem assim. Seu chefe pode achar que você está tão “viciado” em um determinado modo de agir que não é mais capaz de buscar novos caminhos e soluções. E, se for assim, ele não hesitará em substituí-lo por alguém que represente uma promessa de renovação para a empresa.

Por outro lado, se você for mesmo considerado insubstituível, será que isso é realmente uma vantagem? Conheço uma pessoa a respeito da qual os superiores costumavam dizer: “Fulano é muito bom no que faz. Só ele pode dar conta desse serviço”. O problema é que ele passou anos e anos na mesma função, sem jamais ser promovido. Se o promovessem, como é que iriam arranjar alguém que pudesse fazer tão bem o que ele fazia?

A solução para esse dilema é não se acomodar e não agir com mesquinhez. Se você obtém bons resultados, trate de obter resultados excelentes. Compartilhe seu conhecimento com seus colaboradores e incentive-os a melhorar cada vez mais. Não se aferre apenas às características de um bom funcionário: em vez disso, trate de incorporar, também, as características de um líder. Essa é a melhor maneira de crescer profissionalmente. E de evitar a armadilha do “empregado insubstituível”.